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Pra tentar me convencer, que eu consigo sem você *

Maio 17, 2009

Senta aqui do meu lado, deixa eu te contar um segredo. Baixinho, de mansinho, um que seja nosso. Só nosso. Sentimento, meu bem. Ta cheio disso aqui dentro. Querendo sair, explodindo. Me dá atenção, olha pra cá. Não deixa passar essa vontade de te dizer o que eu sinto. Porque você tem tanto medo de saber? Não fica assim, baby, é normal ter medo, (às vezes). Desliga a luz, não quero que veja o quanto isso me doi.  Chega mais perto, vem. Me dá tua mão, deixa eu encostar minha cabeça em teu ombro. Espera comigo eu chegar a ser quem eu sonhei em ser. Me ajuda a voltar a ser quem eu ja fui um dia. Coragem.

 

Ah, chega.  Quero não ter mais esse apego. Essa ansiedade. Não quero ter que olhar o celular toda hora pra ver se alguem ligou, de ter que tirar o telefone do gancho pra ver se ta funcionando. Não quero mais essa vontade de te ouvir falar de mim.  De ouvir você falar da gente. De falar de como eu mudei a tua vida, de como você é feliz agora que me encontrou. Odeio essa fragilidade.  Quero voltar a ser a menininha descolada dos filmes que eu gosto. Quero dizer  ”Então vá”, com todo o desdém do mundo. Não quero me importar mais com isso. Se a gente não vai poder se ver no domingo, no problem baby, eu vou sair com os meus amigos, porque eu não preciso de você pra ir ao cinema.  Eu necessito disso que as pessoas chamam de meu espaço. “Eu quero dançar com outro par pra variar, amor”. Ouvir as músicas que eu gosto. Falar dos assuntos que me agradam. Eu quero me ter  de novo. Entende? E por quê essa vontade de te ver todos os dias, e dizer aos meus amigos que não vai dar pra sair e ficar em casa sem fazer nada (?) Por quê eu ainda olho o celular, os e-mails, o telefone, o correio, se eu sei que você nem liga, literalmente falando. E esse desespero, não quero mais, fica com ele pra você. Quero meu sorriso de volta. O meu. Não quero mais ser teu termômetro, ficar bem quando você ta bem, ou chorar quando você é quem deveria . Não quero me sentir assim, tão tua que já não sou mais minha. Eu quero que isso te incomode tambem, te perturbe; quero que você sinta medo de me perder, pra eu saber que você é humano tambem. Pega um pouco dessa minha insegurança, que eu ja to achando que não sou normal. Ah, eu quero sair pra caminhar sozinha, sem você guiar os meus passos. Eu quero falar essas coisas todas pra você e não me achar ridicula depois, por ser tão dependente de algo que eu não dependo, na verdade. E dessa vez, eu vou deixar o telefone tocar sozinho, porque vai me fazer bem saber que você não vai saber o que eu to fazendo. E nem me promete essas coisas das quais eu não preciso. Porque depois que você prometer vai me fazer falta.  E eu sei que quem não promete nada, tem muito a perder.

Um comentário

  1. So depende de vc…O outro nao nos aprisiona, nos e que fazemos moradia em sua vida…

    Saudades das suas palavras..
    bjos querida

    Deh
    Estou sem acentos…sorry!



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